Bem-Vindos

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UFPI sedia I encontro de Letras do Delta do Parnaíba

Retirado do site da Universidade Federal do Piauí.

Entrevista com Carlos Alberto Franco

Na Ponta do Lápis entrevistou o linguista, professor titular e ex-reitor da Universidade Federal do Paraná, Carlos Alberto Faraco. Especialista em linguística histórica, ele falou do percurso feito pela língua portuguesa em terras brasileiras até tornar-se nosso idioma dominante.

Mário Perini fala sobre seus estudos gramaticais

Entrevista concedida a Revista Letra Magna, revista eletrônica de divulgação científica em língua Portuguesa, Linguística e Literatura.

Membros do NuPEP participam do II ENFDM

O II ENFDM visou possibilitar a troca de conhecimentos e a promoção do fortalecimento científico e profissional entre estudantes, professores, pesquisadores de Instituições de Ensino Superior e o público em geral interessado na temática do evento.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Reinaldo Azevedo, da Veja, critica cartaz exposto no Colégio D. Pedro II



No texto abaixo , o colunista da Veja, Reinaldo Azevedo critica  cartaz exposto no Colégio D. Pedro II ( Rio de Janeiro) no qual o plural de alunos e alunas foi redigido "alunxs".  Trata-se de um modismo, que pretende corrigir uma regra morfológica da língua portuguesa que leva para o masculino plural palavras que representem referentes dos dois gêneros, masculino e feminino.  Por essa nova tendência, muito presente na web, deveríamos escrever "Homens e mulheres suspeitxs de corrupção deverão ser julgadxs e,  se comprovada a sua culpa , deverão ser condenadxs". 
 E por que não escrever assim, podem argumentar os leitores,  afinal, a língua não muda ?



De fato, toda língua natural está em constante mudança, o léxico, por exemplo, que é o conjunto de palavras da língua,  está sempre perdendo algumas palavras que saem de moda e ganhando outras novas.  Quando a língua tem tradição escrita, essas mudanças vão sendo incorporadas aos dicionários. Mas um componente da língua bastante estável é a morfologia. Nos nomes ( substantivos e adjetivos) a morfologia cuida das flexões de número ( singular/plural), de gênero ( feminino e masculino) e  grau (aumentativo/diminutivo). Cuida também da derivação de palavras, como em trabalho e trabalhador. As regras básicas da morfologia do  Português estão bem consolidadas desde as suas origens , que os estudiosos estimam em cerca do ano mil d.C. Por essa época, o Português já se distinguia das demais línguas latinas  vizinhas. A regra de levar para o masculino plural palavras cujos referentes sejam homens e mulheres é uma dessas regras básicas.  Certamente não combina com o politicamente correto dos dias atuais, mas não se mudam regras linguísticas milenares como essa, nem por decreto.
O Colégio Pedro II, nossa mais antiga e principal  instituição de ensino que oferece o  que chamamos hoje de Ensino Básico, certamente quer  aproximar-se dos modismos presentes na linguagem dos alunos. Mas a iniciativa chega a ser ridícula. A inovação fica bem em um email, ou  em redes sociais, mas não é adequada para avisos oficiais de um colégio. O "certo" hoje em dia, na linguagem e nos demais comportamentos sociais, é o que é adequado, de acordo com as expectativas que a  sociedade cria e que podemos chamar  de aceitabilidade. 




Ah, Colégio Pedro II, de tão gloriosas tradições!!! Que mal o acometeu?


A escola federal, informa o jornal O Globo, já está submetida à ditadura das patrulhas dos grupos gays e feminazis, que pretendem, atenção!, “suprimir o gênero” das palavras no singular ou no plural quando elas designarem tanto homens como mulheres. Assim, no lugar do “o” e do “a”, entra uma letra “x”.
Você vai falar com médicos e médicas? Então, meu amigo, você está se dirigindo a “médicxs”. O grupo consonantal nem tem expressão sonora possível em português. Mas e daí? Os militantes, como sabemos, podem mudar até a gramática. A matemática…, bem, essa eles já mataram faz tempo.
Num comunicado do colégio, os “alunxs” recebem instruções especiais em razão de uma reforma no prédio. As provas também trazem o espaço para que o “alunx” coloque o seu nome.
A boçalidade é de tal ordem que, no tal comunicado, lê-se o seguinte:
“A entrada dos alunxs do turno da tarde”… Ora, “dos” é a contração da preposição “de” com o artigo definido, masculino e plural “os”. Logo, a se levar a cabo a estupidez, dever-se-ia escrever “a entrada dxs alunxs”.
Ora vejam! Os nossos gayzistas e as nossas feminazis se preocuparam com o “a” e com “o” dos substantivos e adjetivos, mas se esqueceram dos artigos. Como se fará no caso dos substantivos comuns de dois gêneros? Quando nos referirmos a estudantes homens e mulheres, escreveremos “dxs estudantes”?
Infelizmente para o gayzismo e para o feminazismo, não temos o “the”, do inglês, como artigo…
Isso é de uma estupidez sem limite. De resto, se formos proceder a um estudo das origens latinas do gênero em português, muita coisa se explicará pela evolução da língua e nada têm de discriminação de gênero.
A ideologia de gênero, que tenta se impor na porrada nas escolas, sob o patrocínio do petismo e de esquerdismos ainda mais mixurucas, é que tem de ser combatida. Até porque o gayzismos e o feminizanismo representam apenas a si mesmos. Não são expressões da vontade nem dos gays nem das mulheres.
A propósito, a gente diz “os gays” ou “xs gays”?
Retirada de: Revista Veja/Abril

Sírio Possenti comenta as gramáticas

*Sírio Possenti 
De Campinas (SP)

Há livros interessantíssimos de divulgação científica. Mesmo não sendo especialista, um leitor pode descobrir aspectos filosóficos de relevo no curso do desenvolvimento da ciência. Uma das lições mais óbvias é que a ciência avança destruindo erros.
Um caso muito curioso é a progressiva demolição do modelo ptolemaico do universo que, para explicar o movimento dos planetas (e outras coisas), precisava de regras complexíssimas. Copernico e Kepler mostraram que um modelo bem mais simples explicava muito mais coisas (depois Newton deu um acabamento especial, com suas conhecidas). Mas, para funcionar - isto é, para ser compreendido - o modelo exigiu uma mudança fundamental de atitude: deixar de acreditar que a Terra está no centro do Universo (e que é plana etc.). Devia-se começar a explicar as coisas de outro ponto de vista, começando de novo, num certo sentido.
Pode-se dizer que ocorrem fenômenos análogos em relação ao estudo das línguas. A meu ver, muita gente não olha para a língua de um lugar errado. O equívoco mais comum diz respeito à natureza da gramática. Muitos acham que as gramáticas são conjuntos de regras que os gramáticos inventaram e que todos devem seguir (por isso se pede que eles simplifiquem as coisas...). Mas ela é uma coisa completamente diferente. Ela não está no começo deste ciclo. Antes das gramáticas vêm os escritores (ou os falantes). Assim, uma gramática informa quais são as regras que os escritores seguiram, e não as que devem seguir. Os gramáticos descobrem as regras analisando dados, que são os textos dos escritores - assim como os astrônomos descobrem regras observando o céu...
Esse exemplo mais típico só vale, é claro, para sociedades em que se escreve. Naquelas em que não se escreve, fazer uma gramática significa observar como os falantes falam e procurar organizar as regras que explicam o que eles fazem quando falam (se todos dizem o boi, a mãe, a casa, o bobo etc. o gramático dirá que o artigo vem antes do nome).
Supor que as regras da língua são inventadas pelas gramáticas e impostas aos escritores e aos falantes seria como imaginar que um astrônomo define a órbita dos astros e que estes são obrigados a segui-la (sob pena de serem reprovados ou considerados errados).
Se entendemos as gramáticas olhando daqui para lá e não de lá para cá (da língua para a gramática e não da gramática para a língua), então podemos pensar que uma língua como a nossa permite construir diferentes gramáticas - da língua escrita e da falada. É que os escritores não seguem sempre as mesmas regras. Não só elas variam em séculos diferentes, mas mesmo em gêneros diferentes na mesma época. Escritores realistas não escrevem como os românticos, os romancistas não escrevem como os poetas, e nenhum deles escreve como os tabeliães e os bioquímicos.
Não só se pode fazer gramáticas da modalidade falada de uma língua, como se pode fazê-las de todas as suas variedades, nas diversas regiões de um país. Mattoso Câmara, por exemplo, descreveu a fonologia do português culto falado informalmente no Rio de seu tempo. Observando os dados, pode-se descobrir (este é um fato tão observável quanto as mudança das fases da lua) que muita gente diz pra mim ler, mas que ninguém diz mim vou ou mim vai.
Descobrindo fatos como este, observado sistematicamente (mim nunca é sujeito em orações iniciais; só em subordinadas, e depois de para), pode-se tentar explicá-lo, assim como os físicos tentam explicar por que a bola é mais rápida a 4000 metros de altitude do que ao nível do mar (aliás, os físicos acham esquisito que os narradores de futebol digam que, quando a bola quica, sua velocidade aumenta, porque, não havendo outro impulso - outra força que impulsione a bola -, a velocidade não pode aumentar. Mas os narradores continuam dizendo a mesma besteira - como dizem outras sobre língua...).
Se entendêssemos que os fatos lingüísticos são simplesmente fatos, e que o papel das gramáticas é explicá-los, não diríamos mais que as pessoas falam errado, ou que falam de qualquer jeito. Melhor: entenderíamos que, quando dizemos que uma pessoa fala errado, operando em dois níveis de avaliação: a) o nível gramatical - que descreve as regras; b) o nível social eou histórico, segundo o qual ter um determinado comportamento lingüístico é certo ou errado. Ficaria claro que este critério é social eou histórico, e não gramatical.
Este critério deixa claro que certas construções que já foram consideradas corretas não o são mais. Por exemplo: pessuir foi a forma antiga do verbo possuir; Camões escreveu o mar que dos feos focas se navega, mas hoje escreveria o mar que é navegado pelas focas feias, porque hoje foca é feminino e não ocorrem mais passivas com de (deixo de comentar o se); hoje a preposição é por.
Uma nota sobre a escrita, para esclarecer outro aspecto: entenderíamos muito melhor o que se faz no mundo da escrita se, em vez de condenar ou aprovar determinadas formas, observássemos o que acontece. Um dos fatos é o seguinte: as editoras (e as redações de jornais) têm seus próprios manuais, que ora são mais ou ora menos parecidos com as gramáticas, mas nunca são iguais. Uma editora precisa tomar cuidados especiais quando faz revisões, porque não é a mesma coisa revisar um livro de história, um de poesia e um romance. Já imaginaram corrigir a sintaxe de Dalton Trevisan (para nem mencionar Guimarães Rosa)?
Pensemos no exemplo do jornal, uma espécie de microcosmo do mundo da escrita: quem redige um editorial se obriga a seguir mais rigorosamente um padrão ideal do que quem escreve fofocas. E quem redige os pequenos anúncios não pode escrever certo. Este deve escrever assim: Cond. Fech Chac nova 3st sl3 ambs churr. Pisc qd tênis, mini-cpo, 1500m²terr, alto, plano R$70mil entr, saldo 36x ac. autoimov. SP ou ABC (é um anúncio real, que copiei de um jornal bem conservador!).
Com um novo olhar, compreenderíamos muito melhor o que é uma língua e como ela funciona numa sociedade. Esqueceríamos, por serem inadequados, critérios exclusivos do tipo pode não pode ou certo errado. Talvez fôssemos mais bem sucedidos até mesmo nos projetos escolares. As ênfases mudariam, os resultados seriam muito mais interessantes.
O leitor imagine agora que ainda achamos que a Terra está no centro do sistema e que as coisas queimam porque liberam flogisto. Pois bem: ainda estamos estudando as línguas com esta cabeça.
PS a) Dizer que a pronúncia muyé existe não é a mesma coisa que dizer que é válida. Mas o que quer dizer exatamente pronúncia válida? Autorizada? Por quem? Em qual contexto? Quem não conhece Cuitelinho, cheio de formas análogas? E não me venham dizer que não é uma letra válida...
b) Um leitor escreveu que não se diz os brasileiros vão votar. Não se diz significa não se diz (uma construção que não ocorre) ou não se deve dizer?
c) Dizer que, em Está cheio de meninos na praia, cheio concorda com no local, como escreveu um leitor, é cometer dois erros: 1) no local não está na oração; 2) no local é um locativo, e, como tal, não recebe concordância...
d) Lula igualou presos comuns a presos políticos. Ficam pegando no pé dele por questiúnculas de concordância, quando o grave são certos raciocínios que o presidente produz, com falhas lamentáveis. No caso, compara o incomparável. Faz uma analogia insuportável. Não sei se ele se dá conta. Se sim, é imperdoável. Se não, é imperdoável.

Sírio Possenti é professor associado do Departamento de Linguística da Unicamp e autor de Por que (não) ensinar gramática na escola, Os humores da língua, Os limites do discurso, Questões para analistas de discurso e Língua na Mídia.

Fale com Sírio Possenti: \n > siriopossenti@terra.com.br
Retirada de: Stetella Bortoni.com

Marcos Bagno fala da influência do Banto no PB

Por Marcos Bagno (*)

Dia desses, uma gaúcha veio me contar, entusiasmada, que tinha aberto uma escola de línguas em Porto Alegre, que não queria se limitar ao ensino das línguas europeias (inglês, francês, espanhol, italiano, alemão) mas pensava em oferecer também o iorubá, para ser uma escola “politicamente correta”, que contemple as línguas que “influenciaram” o português brasileiro.
Pensei com meus botões: “Mais uma iludida”.
O desconhecimento, por parte da maioria dos brasileiros, inclusive linguistas profissionais, da história linguística do nosso país é impressionante. Quando, com base nos excelentes estudos de Yeda Pessoa de Castro, digo às pessoas que, das línguas africanas trazidas para cá com o tráfico de escravos, a que menos impacto exerceu sobre o português brasileiro foi o iorubá, as reações costumam ir da surpresa à indignação.
O iorubá é uma língua oeste-africana. Seus falantes só começaram a ser trazidos para o Brasil no final do século XVIII, com a destruição do reino de Queto, e também depois de 1830, quando foi arrasado o império de Oió.
Ficaram concentrados nas zonas litorâneas, com especial destaque para a região do Recôncavo baiano. Com os falantes de iorubá e de outras línguas oeste-africanas vieram os cultos religiosos que se tornaram conhecidos como candomblé.
Por causa do prestígio cultural que essas manifestações religiosas alcançaram é que se fixou, entre nós, o mito de que o iorubá é a principal (quando não a única!) língua africana que exerceu “influência” sobre o português brasileiro.
Desse mito decorrem inúmeras distorções como, por exemplo, a do filme “Quilombo”, de Cacá Diegues (1984), em que Zumbi dos Palmares e demais quilombolas falam iorubá, em pleno século XVII, quando ainda não tinham chegado ao Brasil os falantes dessa língua. O mesmo se pode dizer dos inúmeros cursos de iorubá oferecidos Brasil afora e que muitas pessoas vão frequentar na crença de que, assim, se aproximariam mais das raízes africanas da nossa população e da nossa cultura.
Ora, as línguas que de fato mais confluíram para a formação do português brasileiro são de uma outra família, a família chamada banto. São de línguas bantas (quicongo, quimbundo, umbundo) a maioria dos escravos trazidos a partir do século XVII e que serão distribuídos por todo o território brasileiro.
A antiguidade da presença dos bantos é que explica a grande quantidade de vocábulos plenamente integrados ao falar brasileiro do dia-a-dia e referentes aos mais diversos campos da vida humana. As palavras do iorubá que empregamos, por outro lado, se referem quase exclusivamente ao universo religioso e têm uma difusão muito mais restrita geograficamente.
Com isso, se quisermos de fato nos aproximar das nossas raízes africanas mais profundas, é nas línguas do grupo banto que devemos procurá-las. É delas que vêm, entre tantas outras, as já brasileiríssimas caçula, carimbo, cachaça, dengo, samba, sacana, biboca, maconha, bagunça, jiló, cachimbo, cafungar, fungar, cabular, catinga, catimba, ginga, lambada, cangaço, mocambo, moleque, miçanga, moqueca, muamba, olelê-olalá, tutu, titica, xingar, quiabo, quitanda, quitute, muxoxo, cochilo, banguela, cabaço, beleléu, zanzar, ziquizira, songamonga, moringa, camundongo, babaca, senzala, mucama, macaco, babau, caxumba, capanga, canga, tanga, lengalenga, mandinga, coroca, cotó, fubá, moleque, cafuné, jagunço, meganha... sem falar, é claro, da grande unanimidade nacional: a bunda!
Além disso, os pesquisadores vêm mostrando cada vez mais que o impacto do banto sobre o português brasileiro não se restringe ao léxico, isto é, às palavras. Muitas das características gramaticais próprias do português brasileiro (algumas, aliás, exclusivas da nossa língua no conjunto das línguas românicas e mesmo indo-europeias) podem ter origem na transferência, para a língua que foram obrigados a aprender, de traços gramaticais dos idiomas bantos falados pelos escravos.
Uma delas é a possibilidade de locuções adverbiais ocuparem a posição de sujeito. Por mais natural que nós, brasileiros, consideremos uma frase como “Esse elevador só cabe 8 pessoas” ou “A janela do meu quarto não bate sol”, essas construções são desconhecidas não só do português europeu, mas de todas as línguas românicas e também das demais línguas indo-europeias.
Ora, nas línguas do grupo banto construções desse tipo são perfeitamente comuns. Quando (se) a sociedade brasileira algum dia deixar de ser uma das mais racistas do mundo, quem sabe o verdadeiro impacto da cultura africana venha a ser definitivamente reconhecido, valorizado e apreciado.

Retirada de: Jornal do Mario.com

Marcos Bagno comenta questão de variação linguística trazida no ENEM

O Comentário foi extraído do facebook do linguísta:

Clique na imagem para vê-la melhor
Marcos Bagno: "Uma questão da prova do ENEM que aborda de maneira bem fundamentada a variação linguística é essa aqui. No entanto (e infelizmente), não sei se muitos alunos de ensino médio conseguiram resolvê-la a contento. Digo isso porque até mesmo estudantes de Letras têm / teriam / terão dificuldade com ela. Isso porque, como vivo dizendo, nossos cursos de Letras são catastróficos em sua grande maioria, pois deixam de ensinar o que realmente interessa e perdem tempo com coisas muito irrelevantes. Muita gente se forma em Letras sem saber quando usar o "à" e sem saber diferenciar "mas" de "mais". Triste, triste. Mas que a questão é boa, ah isso é!
E, atendendo a pedidos, a resposta correta é a B. Trata-se de uma rotacização da lateral em coda silábica."


obs: clique na imagem para vê-la melhor.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Grupo GTOE ministra minicurso na UEMA

A proposta do Minicurso foi trabalhar com elementos teórico-metodológicos que colaborem com a prática da análise linguística na perspectiva dos teóricos das Teorias Enunciativas, com ênfase na Teoria das Operações Enunciativas e Predicativas (TOPE), de Antoine Culioli. Dessa forma, abordamos alguns conceitos basilares da teoria enunciativa, indispensáveis para sua compreensão, e, algumas propostas de análises desenvolvidas pelo GTOE. Iniciamos com discussões permeadas pelas bases estruturalistas de Saussure em seguida, versamos sobre as contribuições de BENVENISTE (2005), CULIOLI (1990,1999) e FLORES (2008, 2013), e por último, mostramos análises enunciativas na perspectiva da TOPE, como as de LIMA (2013), ROMERO (2000, 2010) dentre outros do Grupo GTOE. Foi um momento bem proveitoso de discussões!